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terça-feira, 7 de junho de 2011

SweetSharing :: História de relíquias e emoções


Vem chegando uma data de amor.
Como buscar significados e como materializar o amor?
Troca de presentes, troca de carinhos...
Como eternizar o amor?
Nossos antepassados sabiam como.
Com as jóias de família.
Esse hoje, chamado Design emocional, perpetuou o amor e os laços por muitas gerações, através de algumas jóias, como o Camafeu e o Relicario, que hoje são acessórios fashion retrô.
Vamos conhecer a história desses símbolos:

Camafeu
A palavra Camafeu, significa "entalhada" ou "esculpida". Trata-se de uma pedra fina cinzelada que forma uma figura em relevo e comporta ou não camadas superpostas de cores diferentes.
Estes adornos surgiram por volta do ano 300 a.C., na Alexandria, sendo utilizados em jóias e adornos para roupas.
Os camafeus, produzidos a partir da ágata, do ônix, da sardônica, traziam imagens de deuses, cenas mitológicas e figuras femininas.
As jovens mulheres do período Helenístico usavam camafeus com a figura do deus Eros como um convite sedutor ao amor.


Até o sécuLo XIX, os camafeus também eram usados por homens nos elmos, capacetes, peitorais de armaduras e punhos de espadas bem como em broches e relógios e anéis.

Napoleão foi tão apaixonado por camafeus que fundou em Paris uma escola para ensinar a arte de produzi-los para jovens aprendizes.
Além das jóias, os camafeus também decoravam vasos, baixelas, taças e copos, bastante apreciados pelos nobres e ricos.
A predileção pelos camafeus, fez com que a Rainha Vitoria ditasse moda entre as mulheres da época, que começaram a usá-los nas blusas, vestidos ou numa fita envolta no pescoço.

A cidade italiana Torre Del Greco, é até hoje, referência na arte mundial de produção de camafeus, utilizando diferentes tipos de concha do mar e corais para a produção. Os mestres trabalham manualmente com ferramentas de aço e selecionam as conchas, calculando o numero de camafeus a serem obtidos a partir delas.

Outro grande centro de produção de camafeus é Idar-Oberstein, na Alemanha, onde a produção ocorre a partir da ágata branca, da coralina e do ônix. As gemas são coloridas para, depois, serem gravadas ou esculpidas com a ajuda de ultrassom e computadores, devido a sua dureza. As peças são fabricadas em série, a partir de um modelo feito a mão.
A cor é posteriormente retirada da superficie da gema com produtos quimicos, ficando em sua cor branca original.

Como não são todos que podem adquirir uma jóia tão especial, muitos apelam para réplicas em plástico e outos materiais que imitam as técnicas ancestrais. Mas, sendo a moda tão democrática, hoje podem ser encontrados camafeus para todos os bolsos no mercado.





Relicário
Originalmente era um objeto usado para guardar relíquias de um santo.

Narra a Tradição, que a santa Coroa de espinhos de Jesus Cristo, referida na passagem do Evangelho de São João, foi recolhida pelos discípulos do Divino Salvador e conservada até o ano de 1063 no monte Sion, em Jerusalém.

Coube a São Luís IX, rei de França, a glória de ter adquirido do Imperador de Bizâncio, em 1239, essa relí­quia inestimável.
Para abrigá-la condignamente, mandou construir a mais bela jóia arquitetônica em estilo gótico existente na Europa: a Sainte Chapelle de Paris.

Atualmente, a Santa Coroa de espinhos pode ser venerada na Catedral de Paris, onde se encontra pro­tegida por fino anel de cristal, sob a custódia dos Cavaleiros do Santo Sepulcro de Jerusalém.

Este pode ter sido o primeiro dos relicários. Símbolo, que nas famílias antigas, era usado para guardar, também, relíquias e fotos de pessoas amadas e familiares.

Lembro-me de minha vó falando que via seu pai usando um relógio de bolso junto com um relicário que guardava fios de cabelo de sua amada esposa.
Hoje, usado como uma peça fashion retrô, pode ser encontrado nos pescoços das mais descoladas fashionistas que adoram uma tendência vintage.
Muito procurado para colocar fotos de namorados, foto da mãe, foto de pessoas queridas que partiram, de quem se sente saudades...




(fontes: Jornal Entreartes/site joias e simbolos medievais/site joiabr)

segunda-feira, 30 de maio de 2011

SweetSharing :: Design Emocional

Um campo recente do design, que veio ganhando espaço é o design emocional.
Caracterizada pelo foco na relação emocional dos usuários com o meio projetado e pelo entendimento de que os produtos podem promover experiências agradáveis e evocar sentimentos positivos.

Em resposta ao design do dia-dia, muito funcional e automático, o design emocional traz pequenas alegrias e provoca sensações que fazem os momentos do usuário mais feliz.

Vem acompanhado de uma tendência mundial em que as pessoas buscam fantasias, válvulas de escapes diárias e permissões de terem pequenos prazeres, para compensar os dias cheios e estressantes.

O livro "Design Emocional - Por que adoramos (ou detestamos) os Objetos do Dia-a-Dia" de um professor norte-americano, Donald Norman, chama a atenção para a estética e as emoções despertadas por um produto e que desempenham um papel fortíssimo no processo de tomada de decisão do consumidor.
O design emocional pretende associar a estética à funcionalidade e assim conceber um produto que apele às emoções subjetivas do consumidor.

Segundo o autor, existem, a nível do cérebro, três níveis diferentes que necessitam de diferentes estímulos ao nível do design, o que resultou na divisão do design emocional em 3 áreas de atuação distintas:
o design visceral, design comportamental e design reflexivo

O design visceral tem como base a aparência do objeto, a sua estética e, consequentemente, pretende despertar no consumidor um impacto emocional e instintivo, desencadeando dessa forma uma ação correspondente.

O design comportamental foca-se na experiência do utilizador com o produto, bem como na usabilidade e performance oferecida pelo produto. O enfoque no design comportamental é dado à averiguação das necessidades do consumidor.

O design reflexivo relaciona-se com o significado do produto e da sua utilização.


"Norman começa apresentando a própria coleção de bules de chá, que mantém à mostra na cozinha de casa. São três peças, bem diferentes umas das outras e com variadas maneiras de ser usadas. A partir da história de cada um dos bules - um deles até ilustrou a capa de O design do dia-a-dia, lançado no Brasil pela Rocco -, o professor começa a introduzir os conceitos dos três tipos de design abordados ao longo de Design Emocional: o visceral, o comportamental e o reflexivo.

Enquanto relaciona o design visceral ao prazer, às reações iniciais e espontâneas, Norman liga o design comportamental à funcionalidade, ao resultado do uso. Nesse caso a satisfação está ligada ao desempenho do produto e Norman, especialista em usabilidade, critica os designers que nem sempre estão preocupados com o que o usuário necessita. Em relação ao design reflexivo, o autor escreve que tudo nele diz respeito à mensagem, ao significado do produto em uso, às lembranças que evoca.

Por meio dessas três idéias, o escritor esmiúça a questão principal do livro: o design emocional - oferecendo uma base teórica e mostrando-o também na prática. Para deixar tudo bem claro, as experiências e as conclusões apresentadas são baseadas em exemplos que realmente fazer parte do dia-a-dia da maioria das pessoas, como a interação com computadores, a produção e o uso de fotografias e os objetos comprados em viagens, apenas para citar alguns.

O autor explora também campos diretamente ligados à emoção e toca em questões contemporâneas que servem muito bem para ilustrar a questão do design emocional, como a diversão, as brincadeiras, os games. Norman dedica ainda uma parte do livro à analise das máquinas emocionais e ao futuro dos robôs, assuntos que ainda vão render muitos estudos num futuro não tão distante.”
Fonte: Submarino



Após compartilharmos memórias das roupas, no último sweet sharing, e a visão que um objeto teria e quanta história ele teria para contar, podemos perceber que os objetos fazem parte do que somos e atrelados a eles estão muitas emoções misturadas a sensações que nos confrontam todos os dias. Poderiamos resumir em "design dos sentidos" o que certos objetos nos causam.
Longe de ser materialista e apegada a isso, não defendo que nos apeguemos aos objetos. Isso é inevitável.
Eu me lembro da minha avó falar várias vezes quando olhava para uma fruteira suja e deixada de lado no contexto da decoração: "ah coitadinha da fruteira, está tão maltratada e escondidinha" ou então nossos sentimentos diante de uma bonequinha, quando crianças - acreditávamos que ela podia sentir e por pouco quase falar também.
O design emocional faz girar a roda consumista quando um comprador se aproxima de uma vitrine e acha "fofo" algum objeto de design que talvez tenha cores que remetam a sua infância, textura agradável e formas graciosas. A memória dele num instante associa a coisas boas e deseja ter.


quarta-feira, 25 de maio de 2011

LookConcept:: Memória das roupas

Vestido de mais de 6 anos atrás usado para o primeiro encontro com meu love.
Terninho feito para o coquetel de lançamento da minha coleção de formatura, usado por cima pra dar uma modernidade no vestido quase da adolescência.
Pulseira anos 80 da minha mãe-jovem
Cordão-relógio vintage, segundo histórias da minha vó, seu pai usava um relógio de bolso semelhante a esse e junto a ele guardava num relicário, fios de cabelo de minha bisavó.
Taí o conceito, hoje, revisitado, de jóias sentimentais de design emocional.
O design emocional carrega histórias em seus objetos, por isso provoca lembranças e emoções!